Hoje começaremos a aprender uma das mais importantes coisas ligadas aos algoritmos e resolução de problemas. Estou falando dos arranjos, mas vocês nunca devem ter ouvido falar dele com esse nome.
Arranjos
Os Arranjos são também conhecidos de duas outras formas: variáveis compostas homogêneas ou como arrays (nome mais comum).
Os Arranjos correspondem a conjuntos de elementos de um mesmo tipo (em algumas linguagens de programação é possível existir arrays de elementos de tipos variados, como números, caracteres, valores lógicos, etc), representados por um único nome. Eles podem variar quanto a sua dimensão, isto é, a quantidade de índices necessária para a individualização de cada elemento do conjunto. O arranjo unidimensional também é conhecido por vetor, enquanto o arranjo bidimensional é denominado de matriz. Exemplo:
Vetor
V = | 0 | 1 | 2 | 3 | 4 |
Matriz
M = | 00 | 01 | 02 | 03 | | 10 | 11 | 12 | 13 | | 20 | 21 | 22 | 23 |
Hoje abordaremos os vetores. Na próxima aula falaremos das matrizes.
VETOR
Como já foi dito, vetores são arrays unidimensionais. Por esse motivo, o acesso aos valores de um vetor é feito através de somente um índice. Para definirmos um vetor, utilizamos a seguinte sintaxe:
identificador : array[indice_inicial..indice_final] de tipo; onde identificador – nome de identificador válido indice_inicial – limite inferior do intervalo de variação do índice indice_final – limite superior do intervalo de variação do índice tipo – tipo primitivo dos elementos do array
Exemplo: Declarar um vetor de 10 elementos inteiros e outro de 5 elementos caracter.
nums_inteiros : array[0..9] de inteiro; frases : array[0..4] de caracter;
Dessa maneira, se quisermos inserir valores nos elementos do vetor, faremos assim (reparem que o primeiro elemento tem índice = 0):
num_inteiros[0] := 56; num_inteiros[6] := 24; frases[2] := \"Teste de Vetores\";
a visualização didática:
num_inteiros = | 56 | | | | | | 24 | | | | frases = | | | Teste de Vetores | | |
Utilização Estruturas de Repetição e Vetores
Primeiro, veremos, através de exemplos, como exibir os elementos de um vetor usando uma estrutura de repetição. Como o número de índices de um vetor é, em princípio, fixo, a estrutura de repetição mais indicada é a condicional.
Vamos ao exemplo:
INICIO nosso_vetor : array[0..9] de inteiro; x : inteiro; PARA x DE 0 ATÉ 10 PASSO 1 FAÇA MOSTRE nosso_vetor[x]; IM PARA FIM
Agora veremos como colocar os elementos dentro do vetor.
INICIO nosso_vetor : array[0..9] de inteiro; x : inteiro; PARA x DE 0 ATÉ 10 PASSO 1 FAÇA nosso_vetor[x] := x; FIM PARA FIM
Vamos aos exercícios e veremos se restam dúvidas, beleza?
Exercícios
- Quais são os dois tipos de arranjos? Como cada um destes tipos são chamados?
- Crie um algoritmo que escreva num vetor de 20 elementos somente números pares, ou seja:
vetor[0] = 0
vetor[1] = 2
vetor[2] = 4
Utilize Estrutura de Repetição. - Crie um algoritmo que receba a idade de um grupo de 50 pessoas e escreva cada uma dessas idades num índice de um vetor de 50 elementos. Após a entrada dos dados no vetor, crie uma outra estrutura de repetição que leia as idades em cada índice do vetor e calcule e mostre a média das idades.
- Reescreva o algoritmo do exercício número 3 de forma que não sejam aceitas idades menores do que 0.

Entrar
Cadastre-se
Ajuda
Responder


Quote
